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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sétimo e Oitavo Capítulos - Tabuleiro Ouija (por Katerine Grinaldi)



Sétimo Capítulo


“Ciência poderia explicar”


Estava deixando as emoções tomarem conta de mim. Não havia qualquer possibilidade de que alguém estivesse fazendo aquelas coisas porque teria esbarrado no invasor ao entrar no banheiro. Meu apartamento é bem pequeno e, naquele momento, estava agradecendo muito por ter apenas 45 m².

Tinha descartado a possibilidade, mas se não era um invasor então como aquelas coisas estavam acontecendo?

Respirei fundo, afinal, a ciência poderia explicar tudo aquilo de alguma maneira. A falta da luz seria simplesmente um problema elétrico, o chuveiro algum problema hidráulico e as velas... hum, as velas apagaram porque sempre entra algum vento por algum lugar mesmo com as janelas fechadas.

Só para certificar, mirei a lanterna para os pontos mais escuros do apartamento antes de retornar aos meus trabalhos. Confesso que todos esses acontecimentos serviram para tirar o meu sono.

Mas ainda não tinha acabado...



Oitavo Capítulo

“Sem Manual de Instruções”


Não se passou nem cinco minutos desde o momento em que sentara minha bunda naquela cadeira quando, de repente, o ponteiro do tabuleiro começou a percorrer a tábua enlouquecidamente. A primeira impressão que tive era de que ele queria fugir dali e levantei rapidamente para usar todas as minhas forças e mantê-lo no lugar.

Que loucura! Foi a única coisa que consegui pensar assim que meus ânimos se acalmaram e comecei a analisar o que estava acontecendo. Por que eu tinha impedido o ponteiro de sair do tabuleiro? Melhor... como aquele ponteiro estava tentando sair sozinho do tabuleiro? Tenho certeza de que aquele senhor ‘sem nome’ que me vendeu esse jogo não me deu o manual de instruções. Com certeza ligaria para a loja no dia seguinte reclamando.

Depois disso desisti de continuar meu trabalho. Já tinha preparado a aula e isso era o bastante. Pelo menos eu pensava assim. Logo que terminei de arrumar minhas coisas para o dia seguinte e segui na direção da cama ouvi um estrondo vindo da rua. Vi que a luz do poste tinha queimado e saía faíscas dela. Oh! Caramba! Precisava telefonar para a emergência, mas só senti algo agarrar meu pescoço e bati com a cabeça.

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