Sétimo Capítulo
“Ciência poderia explicar”
Estava deixando as emoções tomarem conta
de mim. Não havia qualquer possibilidade de que alguém estivesse fazendo
aquelas coisas porque teria esbarrado no invasor ao entrar no banheiro. Meu
apartamento é bem pequeno e, naquele momento, estava agradecendo muito por ter
apenas 45 m².
Tinha descartado a possibilidade, mas se
não era um invasor então como aquelas coisas estavam acontecendo?
Respirei fundo, afinal, a ciência
poderia explicar tudo aquilo de alguma maneira. A falta da luz seria
simplesmente um problema elétrico, o chuveiro algum problema hidráulico e as
velas... hum, as velas apagaram porque sempre entra algum vento por algum lugar
mesmo com as janelas fechadas.
Só
para certificar, mirei
a lanterna para os pontos mais escuros do apartamento antes de retornar aos
meus trabalhos. Confesso que todos esses acontecimentos serviram para tirar o
meu sono.
Mas ainda não tinha acabado...
Oitavo Capítulo
“Sem Manual de Instruções”
Não se passou nem cinco minutos desde o
momento em que sentara minha bunda naquela cadeira quando, de repente, o
ponteiro do tabuleiro começou a percorrer a tábua enlouquecidamente. A primeira
impressão que tive era de que ele queria fugir dali e levantei rapidamente para
usar todas as minhas forças e mantê-lo no lugar.
Que loucura! Foi a única coisa que
consegui pensar assim que meus ânimos se acalmaram e comecei a analisar o que
estava acontecendo. Por que eu tinha impedido o ponteiro de sair do tabuleiro?
Melhor... como aquele ponteiro estava tentando sair sozinho do tabuleiro? Tenho
certeza de que aquele senhor ‘sem nome’ que me vendeu esse jogo não me deu o
manual de instruções. Com certeza ligaria para a loja no dia seguinte
reclamando.
Depois disso desisti de continuar meu
trabalho. Já tinha preparado a aula e isso era o bastante. Pelo menos eu
pensava assim. Logo que terminei de arrumar minhas coisas para o dia seguinte e
segui na direção da cama ouvi um estrondo vindo da rua. Vi que a luz do poste
tinha queimado e saía faíscas dela. Oh! Caramba! Precisava telefonar para a
emergência, mas só senti algo agarrar meu pescoço e bati com a cabeça.
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