Quarto
Capítulo
“O Conselho”
Joguei as compras no banco do carona e
estava fechando a porta do carro quando escutei alguém me chamar. “Ei! Acho que esqueceu algo.” Imaginei
que fosse comigo porque escutei o barulho da porta da “Festas e Algo Mais” e,
virei para encontrar Jake se aproximando, esbaforido. Eu não tinha esquecido
nada e ele também sabia disso porque não havia nada em sua mão. Fiquei parada
esperando que se pronunciasse a respeito daquela atitude esquisita.
— Não podia falar isso lá dentro. – ele
se aproximou mais um pouco. — Você não deveria ficar com esse tabuleiro.
Oi?!
Sério que ele tinha
saído da loja para dizer algo desse tipo?! Isso não seria suficiente para me
fazer devolver aquele objeto e, aposto que Jake o queria... Claro! Era por isso
que estava me dizendo isso. Aquele objeto devia ter algum valor e, nem o
próprio dono da loja sabia disso. E nem o fato de ser um rapaz bastante
apresentável, com seus ombros largos, cabelos castanhos escuros e olhos verdes
bem claros me fariam mudar de ideia.
— Ei! Você me escutou? – ele passou a
mão na frente do meu rosto querendo me tirar daquele momento avoado.
— Escutei, mas não vou devolvê-lo. Por
que deveria? – o encarei esperando uma boa resposta.
— Você acha que eu sairia da loja por
qualquer motivo?! – Jake cruzou seus braços fortes sobre o peito. — Anda logo.
– e simplesmente o ignorei... Dei-lhe as costas, mas antes que pudesse
prosseguir na minha tática silenciosa, o rapaz agarrou meu braço e me puxou de
encontro a ele. — Qual seu nome?
Não gostei muito da minha atitude, mas
ele estava tão cheio de si que a única coisa que consegui fazer foi dizer meu
nome.
— Candy. – Jake ainda me segurava em
seus braços. Há quanto tempo um homem não me segurava daquela maneira? Não
quero responder isso porque serei obrigada a me lembrar daquele ex-idiota que
me trocou por aquela garota mais idiota ainda. — Sua mãe nunca lhe mandou não
brincar com os mortos?! – e foi nessa frase que percebi, pela primeira vez, seu
sotaque espanhol. — Se ela não fez, eu faço. Não brinque com os mortos e deixe
esse tabuleiro na loja. – ele foi muito veemente, mas não queria me entregar.
Será que podia pedir algo em troca se
deixasse o tabuleiro?! Bem... e se levasse-o para casa teria mais um motivo
para voltar na “Festa e Algo Mais” e encontrar o Jake. Ai! Estou tão carente.
— Não recebo ordens, Jake. – puxei meu
corpo para trás e voltei a caminhar para o carro.
— Não era uma ordem. Era só um conselho.
- Jake me deu as costas e entrou na loja.
OMG! Prelúdio da merda!!!!
ResponderExcluirQuero ler mais ;)